Nunca tentes entender as ondas.
Nunca tentes entender as ondas. Como nascem, como crescem, como rebentam quando não podem mais de tanto crescer, orgasmo de espuma que vem desaguar na praia. As ondas são como as pessoas. Ou como a vida. Por vezes parecem ter destino, outras vezes bate-lhes o desnorte e não há quem as entenda. Umas vezes vêm suaves, vestidas de ovinas roupagens, espalhando pontilhados brancos pelo azul profundo do mar. Mas outras trazer consigo a fúria do universo, transportam a força de mil vulcões, o fragor de mil tambores, o sopro de mil tornados. E nessa altura, só um microscópico e indefeso ser humano desafia o seu poder.
Por opção do autor, este artigo respeita o AO90
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