Publicamos a posição da Associação de Médicos pelo Direito à Saúde (AMPDS) sobre a atitude de Donald Trump de cortar o financiamento à OMS.
A Associação de Médicos pelo Direito à Saúde (AMPDS) condena publicamente o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, por suspender a contribuição do país à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ao mesmo tempo apoia a posição do secretário-geral das Nações Unidas, da União Europeia, da União Africana e de diversas nações entre as quais Portugal que consideram não ser o momento para fragilizar a organização.
No momento em que existem mais de dois milhões de casos confirmados no mundo e 133 mil mortes, em 193 países e territórios, Donald Trump acusa a China de “má gestão e ocultação da disseminação” da pandemia do COVID-19 e ordena “a suspensão, por um período entre 60 a 90 dias, do financiamento para a Organização Mundial da Saúde enquanto estiver a ser conduzido um estudo para examinar o papel da OMS na má gestão e ocultação da disseminação do novo coronavírus”.
Neste momento os EUA são o país que regista o maior número de mortos por COVID-19, estimado em quase 26 mil mortes, dos mais de 600 mil casos confirmados, 2.200 das quais nas últimas 24 horas, apesar do presidente norte-americano ter minimizado desde o princípio as consequências da pandemia.
O director da revista médica The Lancet, o médico britânico Richard Horton, classifica a decisão de Trump como “um crime contra a humanidade” e “uma traição atroz contra a solidariedade global”.
Richard Horton afirma que “todos os cientistas, todos os trabalhadores da área da saúde, todos os cidadãos devem resistir e rebelar-se contra esta traição atroz contra a solidariedade global.”
Deste modo, a AMPDS junta-se a todos os que condena a atitude do presidente dos Estados Unidos que consideram um crime humanitário.
O presidente da AMPDS
Jaime Teixeira Mendes
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