O anúncio foi feito pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ). Um dos acusados foi detido.As acusações (conspiração para cometer fraude e fraude bancária, bem como nove acusações de rede fraudulenta) dizem respeito ao LIBOR, referência para investimentos de curto prazo visando câmbios de elevada procura por todo o mundo.
Este índice é utilizado para estabelecer taxas sobre hipotecas imobiliárias, cartões de crédito e empréstimos para estudos, entre outros produtos financeiros, revela no seu blog o US Foreign Corrupt Practices Act, órgão de combate à corrupção fora do país.
No total, o Departamento de Justiça indiciou treze pessoas. Três dos acusados declararam-se culpados, dois foram condenados em tribunal e as acusações contra os restantes estão pendentes.
Em Abril do ano passado, a sede do Deutsche Bank em Frankfurt, na Alemanha, fez um acordo com o DOJ para a resolução das acusações de fraude electrónica e de manipulação secreta do LIBOR.
Uma afiliada da entidade bancária, no Reino Unido, declarou-se culpada numa acusação de fraude por meios electrónicos; em conjunto, as instituições pagaram uma multa de 775 milhões de dólares.
Cinco outros bancos chegaram a acordo com a LIBOR nos EUA: o Barklays Bank PLC, UBS AG, The Royal Bank of Scotland plc, Coöperatieve Centrale Raiffeisen-Boerenleenbank B.A. (conhecido por Rabobank, com sede na Holanda) e Lloyds Banking Group.
Em 2013, o banco sediado na Holanda pagou 325 milhões de dólares de penalização criminal por manipulação do LIBOR e fez um acordo com o DOJ. Três dos antigos funcionários do banco holandês declararam-se culpados de conspiração e estão a cooperar com as autoridades norte-americanas. Outros dois antigos funcionários aguardam julgamento.