Agimos sempre a seguir a uma resposta. Ou de forma positiva ou de forma negativa. A felicidade da nossa acção está no efeito da nossa realização. Bem. Mal.
Buscamos no outro o efeito da nossa atitude. Dos nossos actos. Da nossa postura. Quantas são as vezes em que, logo a seguir a algo que tenhamos feito, perguntamos sempre a alguém:
“gostaste da minha entrevista de ontem?”
Sentir a realização de um feito nosso na sensação do outro, obra nossa que terá mais realização sentindo que o efeito no outro agradou. Daí perguntarmos:
“estive bem?”
Agimos sempre a seguir a uma resposta. Ou de forma positiva ou de forma negativa. A felicidade da nossa acção está no efeito da nossa realização. Bem. Mal.
Um materialismo nas nossas acções? Sim. Um feito busca uma reacção, algo que nos alimentará, contentes quando a resposta é positiva avaliada pelo nosso eu, esse, acima de qualquer outra:
“estou feliz, sabes?, ontem quase toda a gente me felicitou!”
Por ter falado muito bem sobre a vida dos bairros sociais, dos bares escuros ou das avenidas que vamos alcatroar.
Eu busco o contrário ou coisa nenhuma. A minha almavive longe dos holofotes e que m digam nada faz-me bem. Não respiro o pulmão dos outros, sinto o calor na minha própria pele.
Detesto a futilidade. Os sons do vazio. O grito dos outros. A felicidade dos outros é apenas vizinha da minha existência, que estejam todos bem e felizes, verdade, pois, se respirasse o teu cansaço estaria esgotado sem me ter esforçado sequer ou o contrário, o meu Ferrari é a minha loucura pintada de quadradinhos que crio para me sentir no meu rio, e tenho rio nenhum mas recrio-o nas páginas dos meus sonhos. Adoro sonhar sem dissimular a vida. Pinto com os pinceis que quiser o meu caminho ou percurso.
“sinto-me bem assim, penso eu escondido nesta casa fechada de vidros que brilham aos meus sorrisos”
O jornal jorra lágrimas, reinventam-se alegrias e as melodias mais belas desfilam o sono interior dos calados de boca aberta
“que lindo!”
Ela puxa a saia e eu fico marado
Desce a sola sozinha quando eu toco nela
Ai menina, deixa que eu seja o teu bem
Pois não estar desconectado!
As cortinas fecham-se. O espectáculo termina. Já é noite.
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