De 11 a 13 de Março, decorre o Festival Terras Sem Sombra em Sines, cujo destaque é uma ópera “sem vozes” da autoria de vários artistas espanhóis, premiados em Design, Composição e Interpretação Musical.
O Festival arranca no primeiro dia no Centro das Artes com uma conferência, às 21h30, sobre “Memória e Criação”, com a presença de Alberto Corazón, Alfredo Aracil, Juan Carlos Garvayo, Juan Ángel Vela de Campo (director artístico do Festival), Ruy Ventura e José António Falcão, director-geral do Festival. O professor da Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira modera o debate.
Dia 12 de Março, estreará “Sempre/Ainda”, uma ópera sem vozes a partir de textos de Alberto Corazón (“Damasco Suite”), música de Alberto Arancil e interpretação, ao piano, de Juan Carlos Garvayo. A realização multimédia inspirada por pinturas do autor dos textos terá a colaboração de Simón Escudero. Este espectáculo consiste na revelação progressiva de um texto, fruto de anotações de uma viagem a Damasco, a partir da combinação do piano solo e das imagens projectadas num ecrã. Esta “ópera sem vozes” estreou-se o ano passado em Pamplona, no Museo Universidad de Navarra.
Dia 13 de Março, às 10h, é a vez de “Mãos à Obra em Sines”: O Projecto Coastwatch e a Monitorização Voluntária da Beira-Mar”, de âmbito europeu, que permite uma caracterização geral da faixa costeira, com a participação de voluntários. Este projecto, que conta com a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e do GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento e Ambiente) quer identificar vários fenómenos-chave, com enfoque na salvaguarda da biodiversidade, no zonamento costeiro, erosão costeira, resíduos e contaminação, e pressões atrópicas. Em paralelo, será recolhido o lixo marinho encontrado ao longo dos percursos litorais.
O Festival Terras Sem Sombra prolonga-se até 2 de Julho, seguindo para Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja sob o lema “Torna-Viagem: O Brasil, A África e a Europa (Da Idade Média ao Século XX)”.