Fidel Castro, o líder histórico da Revolução cubana, morreu na noite de sexta-feira (25), aos 90 anos, na capital Havana, segundo a TV estatal cubana. A morte do líder cubano foi noticiada, também, pela rede de televisão norte-americana CNN.
Segundo a agência EFE, a morte foi confirmada por Raúl Castro, irmão de Fidel e actual presidente de Cuba. Fidel morreu às 22h29 e o seu corpo será cremado, “atendendo à sua vontade”, informou Raúl Castro, na TV estatal. Informações sobre o funeral serão divulgadas em breve.
A última vez que Fidel foi visto publicamente foi em 15 de Novembro, quando recebeu o presidente do Vietname, Tran Dai Quang.
(em actualização)
Comunicado de Raúl Castro
Querido pueblo de Cuba:
Con profundo dolor comparezco para informarle a nuestro pueblo y a los pueblos del mundo, que hoy 25 de noviembre, a las 10:29 horas de la noche falleció el Comandante en Jefe de la Revolución Cubana Fidel Castro Ruz. En cumplimiento a la voluntad expresa del Compañero Fidel, sus restos serán cremados. En las primeras horas de mañana sábado 26, la comisión organizadora de los funerales, brindará a nuestro pueblo una información detallada sobre la organización del Homenaje póstumo que se le tributará al fundador de la Revolución Cubana. ¡Hasta la victoria siempre!
Adeus comandante
Nesta hora de profunda dor e consternação rendemos a nossa homenagem a este irmão que foi um pai para Angola
Morreu Fidel Castro o eterno comandante de Cuba. Fidel Alejandro Castrovillari Ruz (Speaker Icon.svg audio) (Birán, 13 de Agosto de 1926 — Havana, 25 de Novembro de 2016) foi um revolucionário cubano, principal líder da Revolução Cubana (1953-1959), primeiro-ministro de Cuba (1959-1976) e primeiro presidente do Conselho de Estado da República de Cuba (1976-2008). De punho e convicções fortes Fidel tinha a alma caridosa tendo sido distingindo muitas vezes.
Apesar das controvérsias, foi durante o governo de Castro que Cuba alcançou índices elevados de desenvolvimento humano e social, como a menor taxa de mortalidade infantil das Américas, erradicação do analfabetismo e da desnutrição infantil, tratamento gratuito de mais de 124 mil vítimas do acidente nuclear de Chernobil, participação directa na luta pelo fim do Apartheid na África do Sul, treinamento de médicos de Timor-Leste, entre outros. Para nós Angolanos, Fidel será sempre o irmão que lutou sempre ao nosso lado contra as guerras que travámos contra as doenças , calamidades e conflitos armados.
Catarina Fortunado, em Luanda