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Sábado, Abril 5, 2025

Os smartphones e dispositivos conectados atingiram a maturidade. O que virá a seguir?

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O mercado dos smartphones estagnou depois de anos de evolução constante a um ritmo espantoso. Chegámos à maturidade do mercado e do próprio conceito do equipamento, que tem um formato rectangular, cada vez mais fino, com ecrãs que tendem a ser maiores e a esbater, inclusive, a diferença para os tablets mais pequenos. O que pretende o consumidor? Mais autonomia, mais qualidade, uma câmara que rivalize e ultrapasse as compactas convencionais e uma ligação ao mundo quase imediata.

A Samsung está ciente deste abrandamento e fez-nos chegar um estudo que indica os próximos objectivos, no seu programa Global Trends 2016. Se a marca sul-coreana continua apostada em inovar, como o fez com o ecrã curvo do Galaxy S6 Edge, apoia-se também nas conclusões do relatório mais recente da CCS Insight que prevê a venda de mais de 1,6 mil milhões de smartphones no decorrer de 2016 — um número que deverá atingir praticamente os 2 mil milhões em 2019.

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A indústria dos dispositivos conectados está ainda a diversificar-se para novas áreas, com os designados wearables a apresentarem uma oportunidade de crescimento importante. A CCS Insight estima que a venda de equipamentos wearable vai triplicar de 2016 a 2019, com as vendas a chegarem quase aos 250 milhões de unidades, e o valor de mercado a ultrapassar os 25 mil milhões de dólares.

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A Samsung estima que 2016 irá marcar o grande arranque dos wearables, que até agora serviram nichos e “early adopters“, e que vão evoluir em vários formatos, funções e design. A moda está também aliada a este novo segmento, principalmente os fabricantes de equipamentos desportivos.

A chegada da Internet das Coisas — um termo que abrange um vasto leque de dispositivos conectados — demonstra que a inovação não está confinada aos equipamentos que transportamos ou que usamos/vestimos. Este segmento irá sendo progressivamente definido nos próximos anos, à medida que as empresas se focam em oportunidades de mercado específicas  e à medida que as casas ficam mais conectadas. Irão surgir mais movimentos, lançamentos e novidades revolucionárias à medida que a nossa vida se torna cada vez mais conectada. A inovação vai chegar de diferentes caminhos, desde as máquinas com capacidade de aprendizagem à inteligência artificial.

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