A estratégia de candidato único deu resultado nas eleições municipais do ano passado. Caso vençam, partidos pretendem governar em coalizão.
Os seis principais partidos de oposição da Hungria anunciaram que concorrerão com candidato e programa únicos, para tentar derrubar a coalizão do premiê Viktor Orbán na eleição de 2022. Caso vençam, pretendem governar em coalizão.
Os líderes de Coalizão Democrática (DK), Partido Socialista Húngaro (MSZP), Jobbik, Momentum, Párbeszéd (Diálogo) e A Política Pode Ser Diferente (LMP) concordaram em apresentar um único candidato em cada um dos 106 distritos eleitorais da Hungria, contra os nomes dos partidos Fidesz, de Orbán, e KDNP, que integra a coalizão.
A estratégia de candidato único deu resultado nas eleições municipais do ano passado, em Budapeste e em metade das maiores cidades do país, e numa eleição suplementar para o distrito de Dunaújváros, em fevereiro deste ano. Toda a oposição apoiou o mesmo candidato, que venceu com maioria expressiva.
A oposição tentará repetir o sucesso em outra eleição suplementar, para o distrito de Borsod-Abaúj-Zemplén, ainda neste ano. Se conquistarem esse assento, a coalizão do Fidesz perderá a maioria de dois terços no Parlamento húngaro.
Se a intenção de se unir para as eleições gerais vingar, será a primeira vez que a estratégia será usada no Parlamento, o que, segundo Péter Marki-Zay, do Movimento de Todos (Mindenki Magyarorzága Mozgalom), poderia dar à oposição dois terços dos assentos, como disse ao site independente 444.
O 444 reproduz estatísticas eleitorais segundo as quais, dos 91 distritos que o Fidesz conquistou em 2018, 44 lhe deram menos de 50% dos votos. A aposta da oposição é que, com um candidato único, suas chances nessas sessões eleitorais cresçam.
Para escolher o candidato a primeiro-ministro de 2022 e os nomes para os distritos, a oposição deve realizar pré-eleições, segundo o jornal independente húngaro Népszava, a não ser nos locais em que houver claros favoritos.
“A única coisa que temos em mente é a escalação que mais facilmente derrotará o Fidesz nas eleições de 2022”, afirmou o Momentum, partido que liderou o protesto contra o aumento de controle de Orbán sobre a mídia húngara, no mês passado.
Texto original em português do Brasil
Exclusivo Editorial PV / Tornado